A maternidade e o reencontro com o próprio espelho | Maternamos
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A maternidade e o reencontro com o próprio espelho

Uma das coisas mais loucas na vida de uma mulher que tem um filho é se reencontrar com o espelho, muitos meses depois do parto. Depois que passa o puerpério, depois que o bebê já ganhou uma certa independência, depois que já existe uma rotina e algum ritmo de sono saudável. Depois que a gente volta a se sentir um ser humano mais normal e a poeira do nascimento assentou.

Naquele momento em que a gente nem lembra direito que tem um corpo, ou melhor, nem liga muito para isso… E finalmente ocorre um reencontro com o espelho. Para mim, aconteceu recentemente, 1 ano e meio depois do parto, quando decidi experimentar umas roupas de antes. E que choque é você perceber que não serve mais, porque o seu corpo mudou – para sempre – e seria totalmente desleal esperar as mesmas medidas.

Obviamente, são quilos a mais e uma certa firmeza a menos, um seio maior que outro. Não que isso seja nenhuma tragédia, mas é apenas um fato. Era de se esperar que depois do tsunami gestação/parto/amamentação, as coisas não seriam mais as mesmas. Seria uma loucura se fossem!

E mais…. Você nem gosta tanto das roupas que eram as suas preferidas. Na verdade, é até bom que não sirvam, porque você sente que o seu estilo mudou completamente. Não são aquelas estampas, aqueles tecidos nem aquelas cores que te representam. Você sonha com outras formas, cortes, e nada é mais justo: você já é outra mulher.

E você fica um pouco em choque, diante do espelho. Chocada por, finalmente, perceber o tamanho da sua metamorfose.

Começou tão pequena, com um risquinho no teste de gravidez, transformou seus sentimentos, sua rotina, suas prioridades, e agora mais esta: mudou a sua imagem, completando um ciclo de dentro para fora.

Foi mágico, intenso. Para mim, o desfecho mais heroico foi separar para doação tudo que não servia nem fazia mais sentido, e decidir que precisava ir às compras. E assim tenho feito. Nada mais justo, para honrar a nova versão de mim, mais mulher, mais vivida, e muito mais bonita. Quero vestido, quero saia colorida, quero andar esvoaçante. E nem mesmo eu vou me impedir.

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