Amiga, a maternidade é um reset | Maternamos
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Amiga, a maternidade é um reset

Amiga, a maternidade não é uma pausa na vida, é um reset (aquele botãozinho que tem para reiniciar o videogame).

Falei isso para minha melhor amiga, que não é mãe, tentando explicar para ela o que eu estava vivendo naquele momento, com um bebê pequeno, parido na raça, amamentado em livre demanda, criado sem grandes ajudas, em uma cidade nova para mim.

Ser mãe era muito mais que uma pausa, porque eu não estava parando nada, estava recomeçando tudo. Estava com todas as prioridades mudadas, com uma nova razão de viver, e meu maior medo naquele momento era morrer e deixar meu filho sem mãe.

Não me preocupava deixar de realizar sonhos ou de conhecer lugares. Meu medo agora seria, até o fim da minha vida, que alguma coisa ruim acontecesse com meu filho.

Então eu queria explicar que não era apenas um “pause” nos meus projetos porque na verdade eu era uma nova pessoa, e minha vida nunca mais seria a mesma. Era difícil explicar que isso tudo não era uma coisa ruim! Eu reclamava do cansaço, reclamava da correria, da falta de sono. Mas eu não trocaria nada daquilo por outra vida, porque eu sentia que a minha vida tinha apenas começado quando meu bebê chegou.

Era muito provável que ela não pudesse entender, porque parecia que minha vida estava “pior” e eu tinha me perdido de mim mesma, mas o incrível é que eu acho que ela me entendeu. Ela me entendeu. E mesmo longe – há dez anos do outro lado do mundo – ela aprendeu a amar o meu filho e deixou que ele seja o meu grande assunto, a minha prioridade mais sincera.

Eu estive quase um ano – ainda estou, às vezes – tomando um caldo da vida, rolando embaixo de uma onda que me bagunça, coloca areia no meu biquíni e sal nos meus olhos. Mas sempre que eu consigo sair deste mar enfurecido, ela consegue estar ali na praia me esperando para saber como foi. E me olha sem julgar, ri, ajeita minha franja. E as suas histórias me encantam.

Seus cabelos são muito mais bem lavados, seus projetos estão em dia, e ela vive uma tranquila vida sem filhos. E consegue me ver e respeitar, muito além da minha vida atrapalhada e de um seio cansado de tanto amamentar à noite. Te amo amiga. Por entender que amar o meu filho é a melhor forma de me amar. E por me amar mesmo eu já sendo outra pessoa. <3

Comment ( 1 )

  • Thays Baes

    Lindo Natalia! Com certeza eu me identifico! Minha vida mudou totalmente e eu ainda estou em processos de me encontrar e encontrar sentido em meus planos que eram antes e como serão agora… ainda quero algumas das coisas de antes, mas agora meu tempo é outro… talvez eu preciso esperar a hora certa, ter mais paciência… e vamos indo… cansada e com olheiras, mas vamos! Obrigada por compartilhar! Beijos!

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