Parto idealizado | Maternamos
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Parto idealizado

Meu primeiro parto foi um parto natural humanizado mas tem várias coisas que eu estou querendo fazer diferente desta segunda vez! Mas antes de contar as diferenças, deixa eu te contar um pouco como foi o nascimento do meu primeiro filho! Eu sempre quis um parto normal, mesmo antes de ficar grávida, e assim que soube que estava esperando meu bebê, procurei uma obstetra que realmente apoiasse o parto natural. Li vários livros sobre o assunto que me ajudaram demais: Nascer Sorrindo (Frederick Leboyer), Se me Contassem o Parto (também do Leboyer), Parto Ativo (Janet Balaskas), Parto com Amor (Luciana Benatti e Marcelo Min) e Quando o Corpo Consente (Paule Brung).

Logo percebi que não era importante apenas ter um parto vaginal, mas sim um parto respeitoso comigo e com o bebê. Descobri que posições verticais são melhores para parir, e que interferências devem ocorrer somente quando necessárias, e não como rotina. Aprendi também que não precisamos fazer vários procedimentos no bebê logo que ele nasce. O melhor é deixar simplesmente que vá para o seio da mãe, na maior paz possível! Em relação a isso, o livro Nascer Sorrindo sem dúvida foi o que mais me marcou, ao mostrar que o bebê não precisa nascer chorando, estressado e com medo, desde que os adultos permitam um ambiente mais respeitoso e amoroso para ele. Recomendo muuuuito para todas as gestantes lerem este livro. O documentário Renascimento do Parto é um clássico que também vale a pena você dar uma olhada.

Todos estes aprendizados foram muito importantes para eu e meu marido termos certeza de como era o parto dos nossos sonhos, e assim ficou mais fácil escolher a equipe adequada. Se você também deseja um parto de uma determinada maneira, acho importante que dedique tempo e energia para estudar um pouco do assunto, caso contrário você corre o risco de depender somente da opinião do seu médico obstetra. Lembre-se que nem todo obstetra é igual! Existem linhas, jeitos, formas de pensar! Alguns fazem partos normais enquanto outros priorizam cesáreas, então devemos ficar alertas e fazer a nossa parte para uma escolha consciente, seja ela qual for!

Sempre brinco que a gente costuma pedir dica para outras mães para tudo: desde dica para escolher docinho de festa até dica de cabeleireiro. Com a equipe médica não deve ser diferente! Converse, pergunte, peça dicas para mães que tiveram um parto parecido com o que você deseja. Grupos de gestantes liderados por doulas também são bem interessantes nesta fase, pois promovem rodas de conversa com muita informação útil e de forma acessível! Para quem não é chegado em leitura, esta é uma ótima pedida.

Mas eu preciso compartilhar uma informação que me incomoda muito! É o seguinte. Ao mesmo tempo que existe um movimento forte nas últimas décadas favorável às cesarianas (basta você ver a facilidade que é fazer uma cesárea no Brasil, principalmente nos médicos de convênio), existe recentemente um movimento contrário, que é favorável ao parto natural. As mulheres estão lutando pelo seu direito de parir, e isso é maravilhoso, mas tem um porém. Junto com essa busca surge também uma tendência de se idealizar o parto natural, como se fosse uma experiência sempre transcendental, cósmica, maravilhosa. Como se toda mulher se sentisse uma Deusa na Terra durante o parto. E isso, claro, nem sempre é verdade, pois nada na vida é como um filme… Existe dor, existem receios, é uma situação desafiadora para a mulher também.

Acho importante termos cuidado com esta idealização excessiva. Eu escolhi este caminho por saber que é uma opção mais saudável para o bebê esperar o tempo dele nascer e permitir que nascesse naturalmente. Não foi difícil me convencer das vantagens do parto normal depois de ler e pesquisar sobre o assunto. Mas certamente não foi como idealizei e acho que, em partes, foi porque eu não me preparei durante a gestação! Primeiro, eu não fiz exercícios porque não fazia ideia do quanto era importante, e também não me preocupei em buscar maior equilíbrio emocional ou espiritual. Como resultado, fiquei muito tensa durante o parto, e quanto mais tensa eu ficava, mais dor eu sentia. Tive dificuldade de visualizar o bebê durante o parto e acabei me focando muito na dor.

Não posso me queixar porque tudo correu bem, sem anestesia, sem lasceração, me filho nasceu ótimo, graças a Deus! Mas hoje tenho certeza de que o estado emocional da mãe e a sua capacidade de se conectar com o bebê que está na barriga são fatores fundamentais para um parto feliz! E como consequência, influenciam o puerpério e a qualidade dos cuidados com o recém-nascido. Desta vez, estou fazendo yoga para gestantes e hidroginástica porque acho importante prestar mais atenção no meu corpo durante o processo de gestação. Estou fazendo relaxamentos de hipnose gestacional antes de dormir, e isso tem me ajudado bastante a estar em um estado mais equilibrado.

Minha prioridade atual é aprender a relaxar! Confiar no meu corpo e me conectar com o meu bebê desde já. Aprendi que meu corpo e minha mente estão muuuito mais conectados do que eu imaginava, e desta vez quero que trabalhem em harmonia. Vou o passar do tempo quero ir compartilhando com vocês todos estes aprendizados!

Se quiser assistir o vídeo que gravei sobre isso, clica aqui!

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Até breve!

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