Relato do segundo mês de BLW | Maternamos
maternamos-blw-relato-segundo-mes

Relato do segundo mês de BLW

Depois do primeiro mês de BLW ter sido um pouco frustrante, começamos a ver vários avanços no segundo mês. Tive a impressão de que meu bebê se acostumou com o ritual da alimentação e já sabia o que esperar quando ia à mesa conosco. Todo aquele estranhamento do primeiro mês foi embora… Apesar de ainda comer quase nada, ele passou a mexer mais com a comida, a experimentar não apenas as frutas, mas também legumes, carnes, macarrão e até pão!

Quando digo experimentar, quero dizer apenas que ele levava à boca e dava uma lambidinha para sentir o gosto. Quando gostava, chupava um pouco o alimento, quando não, deixava cair. Foi nessa fase que ele se encantou pelas tiras de carne e frango que eu oferecia para ele. A primeira vez foi em um churrasco (mas sem sal). De longe, as carnes foram os alimentos que ele mais aceitou no segundo mês. O que eu achei ótimo, pois tinha lido que alguns bebês precisam tomar um suplemento de ferro, e a carne é abundante neste nutriente.

Foi neste processo de lamber os alimentos que  meu bebê “descobriu” a própria língua e começou a brincar de colocar a língua para fora mesmo quando não estava à mesa… Foi muito engraçadinho. Nesta fase ele fazia MUITA careta, mesmo quando gostava do alimento. Era careta o tempo todo!

Além das carnes, ele continuou a se interessar pelas frutas, principalmente aquelas que soltam um suco, como mamão, laranja, mexerica e manga. Outros campeões foram o macarrão (sem molho) e pedaços de pão francês.

Neste segundo mês, o maior empecilho foi a dificuldade do meu bebê em lidar com pedaços de alimento dentro da boca. Ele simplesmente ficava muito incomodado e queria cuspir, colocando o alimento para fora da boca com a língua. Então, só entrava aquilo que fosse “chupável” e virasse um líquido, como o suco das carnes e das frutas. O pão e o macarrão, por exemplo, ele gostava do sabor mas não engolia os pedaços.

Depois eu descobri que até mesmo este ato de cuspir a comida tinha sido um aprendizado dele. Ou seja, não era algo ruim, era uma coisa que precisava mesmo ser aprendida! Então ótimo!

Começamos a ver que a mastigação dele estava mais completa, não apenas unindo a parte de cima com a parte de baixo da mandíbula, mas fazendo um movimento lateralizado.

Praticamente não tivemos gag reflex, acredito que foram apenas 2 vezes. Não foi nada muito intenso, senão eu lembraria melhor. (Para quem não sabe, gag reflex é um mecanismo que o organismo tem de colocar para fora pedaços grandes demais para engolir. Parece o comecinho de um vômito). Na verdade, o evento mais marcante que tivemos foi um gag que virou vômito porque ele tinha mamado havia pouco tempo.

Nesta fase, meu bebê continuou a rejeitar os legumes. Abóbora, batata, vagem, abobrinha, etc, tudo foi solenemente ignorado. No hall de frutas preferidas entraram o kiwi e a goiaba. Vimos muitos avanços na coordenação motora, com uma mão ajudando a outra a segurar os alimentos mais escorregadios.

Outra mudança foi incluir o jantar na rotina dele, por volta das 18h30. Para isso, acabei modificando toda a rotina de mamadas e sonecas. Na verdade, até então a amamentação ocorria em livre demanda, mas achei melhor regular um pouco os horários para não coincidir com o horário da refeição. Isso porque bebê sem fome e bebê com muita fome são fracassos na certa para BLW! Para nós, o melhor foi deixar as mamadas 1 ou 2 horas antes da comida. O banho, que era de noite, passou para a tarde, para não ficar muito em cima do jantar dele.

Houve tentativas da minha mãe e do meu marido de oferecer frutas amassadas em uma colher… Eu deixei, mas confesso que fiquei muito orgulhosa ao ver que meu filho queria pegar a colher em vez de aceitar o aviãozinho (risos). Ficou um aprendizado: criança acostumada com BLW não gosta de ser “ajudada”. Sai para lá, colherzinha perseguidora!

Meu marido, que no primeiro mês estava desconfiado com o método, ficou encantado com os avanços e passou a ser um super defensor do BLW! Isso foi muito bacana e me deu ainda mais ânimo para continuar.

A maior vitória do segundo mês aconteceu no último dia, véspera do oitavo mês de vida. Ele simplesmente chupou uma laranja inteira, cortada em duas metades! Mas ficou faltando ver nosso bebê engolir pedaços de comida. Isso ficaria para o mês seguinte…

(Continua…)

Comments ( 4 )

  • Hanny

    Que relato bacana! Algumas simplesmente iguaizinhas aqui. Principalmente a careta (tanto pro que gosta como para o que não gosta), e o “chupavel” frutas como laranja, manga que ela consegue chupar, simplesmente fazem sucesso por aqui.
    Estou no primeiro mês de Blw. Tmb faco uma parte participativa pra complementar a quantidade, quero aboli-la com o tempo e evolução dela. Ela ainda reluta em mastigar, mas sei q com a continuidade ela vai aprender.
    Estamos muito feliz com o método aqui, obrigada por partilhar conosco sua experiência!

    • maternamos
      Maternamos

      Primeiro mês é assim mesmo, fique tranquila em relação à quantidade! Beijos e boa sorte pra vcs aí!

      • maternamos
        Maternamos

        Joyce, que lega, obrigada! Já ouvi falar mas nunca fiz o branqueamento, acho que é uma boa hora de experimentar!

  • Elenice

    Que legal seus relatos. Estou adorando e lendo todos os textos do blog.
    Estou no início do segundo mês de BLW, e confesso que a pressão do “não engole nada” estava começando a surgir (principalmente pelos familiares).
    Mas lendo sobre seu segundo mês fiquei tranquila, vi que meu bebê está no caminho certo. Ele já adora chupar carnes, laranja e tomate (o restante ele fica olhando desconfiado e raramente dá uma lambidinha, hehe)
    Agora estamos passando pela fase do “o que é isso na minha boca”, ele morde algum pedaço e não sabe o que fazer com ele (engolir, rsrs).
    Minha única preocupação é a deficiência de ferro… Ofereço uma fonte de ferro em todas as refeições, apesar de as vezes ele não aceitar. O pediatra não quis passar suplementação de ferro. Seu bebê tomou?

Post a Comment